Compositor: Valdiner Pereira de Oliveira
Há um banquete erguido em poeira e glória
Lá onde os muros de Jerusalém tocam o céu
Eu recebi o chamado, li a minha história
E vim te buscar antes que caia o véu
Mas ouça o trovão, preste atenção no aviso
Nesta cidade santa, o errante não tem vez
É uma festa de luz, mas exige o juízo
E eu tremo só de pensar na tua escassez
A mesa está posta sob uma luz divina e crua
Pão e vinho servidos no silêncio da rua
O pão é o corpo, marcado pela dor
O vinho é o sangue, o preço do amor
Uma ceia de fogo, de paz e de cruz
Para quem caminha nos passos de Jesus
Os que se perderam no vício e no engano
Não encontrarão a fresta do portão
Mentiras não compram o perdão soberano
Nem limpam a mancha de um frio coração
Somente o eleito, que o cordeiro anotou
No livro da vida, onde a tinta não seca
Se o teu nome o silêncio da noite ecoou
Tua alma descansa, a tua sede estanca
Eu tenho pena, se você faltar
Eu tenho medo, se o portão fechar
Com a voz de veludo, suave como o vento
O mestre dirá, encerrando o tormento
Vinde, benditos, o banquete começou
Entrem para as bodas que o pai preparou